Mostrando postagens com marcador comigo mesma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comigo mesma. Mostrar todas as postagens

sábado, abril 21, 2012

pouso numa casa estranha

improvisar para deixar a linguagem falar
What language do you work?
-o italiano perguntou
ao que ele respondeu
sculpture

viver rodeado de artista dá nisto

falam línguas cada um a seu modo

expressam linguagens

esta coisa oculta,
que se tiver um bom canal, passa que é uma beleza...

a physis
physis
physis

"lá no túnel do amor"de celly campello
ou no gosto por se fechar num quarto de hotel
com um ou dois amigos
beber vodka com suco de laranjas até às 5,
falando e procurando saber

ele gosta muito de falar,
começou a falar e ninguém entendeu,
cassandrou...

entre lencóis e frigo bares
malas e cuecas
cama balhotas
em carpetes
pulos nas molas
do colchão

e lap tops animados

my heart used to belong to dad
now it belongs to the world!

mãmãe?
podia botar um pedaço de pau aqui,completando este instante,né?

voltei,
vou pro meu quarto,
daqui a gente só podia ir para outra coisa mesmo.



sexta-feira, maio 08, 2009

Numa outra vida

Embaixo da terra, no fundo do mar, nos encontramos novamente, você pegou minha mão e eu a sua e lá, sob as moléculas de H20, nossas caras saudáveis e inchadas, nossos cabelos flutuando, sem gravidade, lá, tirei o anel que estava em meu dedo e botei no seu...depois nossas mãos se apertaram e nos olhamos cheios de cumplicidade.
Você é um ser tubarão e eu,sereia aprisionada pra sempre em minha calda coração...
Subimos à tona e você se foi.
Eu virei mulher. Esperei em pé a próxima onda grande, que devastava tudo de concreto que existia à minha volta, mas, quando se espera, no lugar exato, nem sempre ela vem... saí andando, na cia de uma amiga...que pena... antes mesmo eu avistei o perigo, corri na frente, egoisticamente, não consegui avisar mais ninguém, furei, me salvei, mas, quando voltei pra ver o que aconteceu com quem ficou pra trás, pra ver o quanto as cambalhotas mortais tinham atingido meus amores... não encontrei mais nada, foram, passear, foram simplesmente pra outro lugar, saíram de lá... no lugar encontrei o presente, o presente que não me reconhecia mais e me veio de novo uma dor enorme,um sentimento que me devastou sempre de não saber qual meu lugar, nem quem são as pessoas que me importam e se importam comigo...O mundo assim é só e a vida uma total melancolia. Conquistei cedo pessoas que me exigiram mais do que sou e assim nunca pude me satisfazer com a simplicidade de ser, como natural gostar-se,sempre me quis além de mim, talvez por isto meus olhos sejam tão fundos.
um cérebro assim só mingua, sonha muito, mas não faz do sonho uma possibilidade. Sonho é sonho. Realidade é realidade. A minha pouco mudou e em volta de mim a hipocrisia reina. Até o mar era bom antes de você. A vida não tinha arte, só natureza e amor. E agora,desde este agora que se fez pós-você, pós decepção com os valores que me passaram,só a arte me permite viver o que o sonho me mostra... mas, fazer arte hoje em dia é tão complicado... tudo é tão técnico, tão necessário de concretude, tudo tão separado, egóico, distante da vida, que...até arte está difícil de se fazer. Talvez voltando à natureza eu encontre uma nova maneira de se viver, de se amar... talvez unindo vida, natureza e arte eu consiga não pensar tanto na morte. Quantas vezes morri depois de você...

quarta-feira, abril 29, 2009

perdão

uma carta escrita e não entregue a um professor que falou mal da empresa criada pela minha família permanece numa caixa baú, será que ela era mais importante pra mim mesma? Será que é um erro reparável? Carta que não foi entregue. Por que eu não entreguei esta carta, que não escrevi e
?

quarta-feira, março 21, 2007

http://www2.blogger.com/img/gl.link.gifhttp://www2.blogger.com/img/gl.link.gif


Tá foda a vida, sinal vermelho. Novos tempos, muitos blogs, muitas informações, eu que era produtora de imagens, agora recebo , recebo e não sei o que fazer com as informações que recebo. É guerra no Brasil, tem gente morrendo demais, por causa de menos. Virou um jogo bobo a vida e é difícil não ter pânico. Ousadia não garante nada. Relaxar é quase impossível. Relaxar na sua casa. Relaxar no mato. Relaxar na praia. Assaltam e matam em casa, no mato, na praia. Nõa tem altos, não tem trégua. Não que eu esteja com síndrome, não, eu já tive pior e encontro um amigo que descreve uma síndrome, uma síndrome de pânico consciente...

... é foda/// um dia aprendi a não me guiar na vida através da culpa, mas, sim através do prazer. Agora é bom também tomar cuidado pra não ser guiada pelo medo, apesar de que não me lembro quem disse, enfrente seus medos, corra atrás deles.

tá tudo tão complicado, que às vezes é bom relaxar, em algo que pareça fácil, que pareça fácil e que , com fé, não pareça, nem seja, tão rápido.

Buscar o prazer! Com atenção, buscar o prazer! Com disciplina, buscar o prazer!


PS: vou começar a postar fotos ( tenho que adquirir uma câmera digital , ainda tenho uma de filme que eu amo )

PS2: se eu aprender a postar vídeos, tudo vai ficar mais divertido por aqui também.


Jean Baudrillard morreu escrevendo pouco. Ele que era pouco considerado entre os acadêmicos, mas que era filósofo, digo, sociólogo pop - eu, pelo menos , gostava de ler as coisas que ele escrevia há 10 anos atrás - ele morreu tirando mais fotos que escrevendo, porque o tal provérbio árabe - uma imagem vale mais que mil palavras tá com força total na era 2000.

mas, sinto falta e gosto das palavras, e assim chamei este blog. palavras, palavras, palavras - parafraseando príncipe Hamlet.

Sigamos em frente. Estou de volta, e vou tentar estar de volta diariamente, com mais firmeza, assiduidade, paixão e coragem pra divulgar estas coisas todas.

indico blogs:

http://lulu-diariodalulu.blogspot.com/
Link

Ela gosta de ler e conta histórias muito bem.

e

http://tiagocdc.blogspot.com/

um querido rapaz, que gosta de dividir as informações que ele processa. E não são poucas.

tá vindo aí um blog de uma amiga cozinheira também, mas, ela ainda tá sem coragem.

sábado, agosto 26, 2006

vocação

tô encontrando minha vocação, isto tá me deixando muito feliz.
vocação pra bailar
pra roçar
pra rir
pra criar poesia concreta
poesia concreta no sentido dela existir
poesia viva
corpo falando, andando, sentando, comendo
gente junta
brincando de faz de conta
misturando com o é assim mesmo
com o que pode ser e com o que será
plano-sequência efêmero
teatro
teatro
teatro

we do love it