domingo, março 26, 2006

inventa

-Aqui não tem nada pra fazer...
-Inventa.

intelectual proletarizado urbano

Esta é pra alguém que eu conheço:

temos que desmistificar a palavra " intelectual"

ele ou ela, pode estar ao seu lado... é mais fácil do que se imagina... gostar do verbo, do campo, da memória, das páginas, do estudo, do debate...

que eles estejam sempre perto de nós! Os intelectuais!

Os intelectuais pops!

questã eterna

"Tô cheio de tempo e não sei o que fazer!" - disse a criança de 8 anos - e o tio respondeu - "Este é o problema que vai te perseguir o resto da vida".

e a galera entoa em conjunto ÚÚÚ ( no tom de bola que passou rasante ao gol )

quarta-feira, março 15, 2006

disciplina

disciplina, nous voulont, disciplina

disciplina e verve

versatile versification

verité verdict vermeil le

vexation

viande vicier

vide

vieil vie

frase dita pra mim

A representação do mérito, não é o mérito em si.

invasão e roubo

O problema é se quando encontra, em vez de mostrar pra você, "olha só, o que eu encontrei", toma pra si.

Isto, quando se descobre, dói.

Super proteção

Às vezes a gente esconde as coisas tão bem, que , mesmo procurando, outras pessoas encontram antes de você.

terça-feira, março 14, 2006

O maravilhoso estranho mundo dos pensamentos quando você começa a entender

Eu queria instalar pontos de telefone, computador e televisão num apartamento velho reformado. Comecei a pesquisar sobre o assunto e de repente já estava ligando uma televisão pra cada canal, imaginando sessões individuais de cabines de vídeo pros quatro filhos, um mega vídeo -game conectado na internet, uma lan house dentro da minha casa, três espaçonaves e uma nave mãe, uma comunicação ultraintensiva com qualquer pessoa que se desejasse, a falação do ver e do sentir, a brincadeira com o tempo, o espelho instantâneo de qualquer pessoa, a casa um parque de diversões, as músicas, as pessoas, os ambientes... ai, ai... eu sabia que não era pr'eu começar a querer entender estas coisas...

...É tudo isto legal demais, a cabeça vai longe e a humanidade corre atrás pra conseguir na prática.

sexta-feira, março 10, 2006

editais de teatro e danca

Os editais de teatro e dança poderiam ser separados por categorias como estreante ou não-estreante, assim começaram a ser feitos os editais de cinema, ou então, categoria anos 80, categoria anos 90, categoria ano 2000. Ontem estavam espalhados pela cidade diversos cidadãos que enviavam seus projetos pra Funarte... São poucos os privilegiados... Veremos.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Julio Adrião

"Descobridor das Américas " - peça em cartaz na Rua do Mercado, é maravilhosa. Boa reunião de pessoas, gargalhada garantida e observação e convivência de gargalhadas também, ( e caras de nojo... ha, ha - das mais frescas... ) Julio Adrião esculachando - até um certo jeito carioca folião demais, mas, tá ótimo, porque é energia boa - e repetindo uma partitura de gestos, com diferentes qualidades e de forma perfeita... falando texto ininterruptamente - contando a história escrita por Dario Fo, de um homem que vive mil aventuras, fugindo da Inquisição e vem parar em terras na América, virando escravo, comida de índio, cirurgião por surpresa, salvando a pele deles e dos amigos todos, até os que antes iam comê-lo, e acaba virando santo e deitando numa rede.
Mas, enfim, é ótimo. E o pessoal da Casa da Rua do Mercado é uma maravilha! Programão!

quinta-feira, janeiro 26, 2006

adicionando informações que faltavam

Sobre o que escrevi em 20 de outubro do ano passado " quando as pessoas se expressam ", acrescento: as atrizes guerreiras que atuam e produzem "Ovo Frito" chamam- se Alessandra Colasanti - desta eu não tinha esquecido o sobrenome - Julia Carrera e Luciana Borghi.

E o nome do autor de "Utopia" é: Thomas More.

Apenas anexos relativos aos lapsos de memória que aconteceram naquele dia.

E, dei aquele interpretação da "mala de dinheiro", porque quando a atriz Julia Carrera fala este texto, ela se emociona, leva o olhar para o alto e coloca , às vezes, as duas palmas das mãos pra cima... o que me fez entender que ela talvez estivesse falando como se fosse um padre, ou um pastor... que prometia a "mala de dinheiro". Mas, isto é uma interpretação minha, da minha pessoa, não sei se as pessoas lêem desta forma.

Anyway, continuo recomendando a peça e o debate. E, não é meia hora de cada, mas, sim, 1 hora de cada.

Ontem vi as três atrizes - produtoras fazendo contas no Fiorentina... bonito de ver. É trabalhando que a gente chega lá.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

matéria jornalística feita com desleixo

Que verdadeira merda a matéria da Veja sobre "traicão virtual". Rasa, superficial, preguiçosa, banal, estúpida. Matérias assim colaboram para o incentivo de mentalidades tortas, machistas, aprisionadoras da alma, conservadoras ao extremo e ignorantes. A internet é uma máquina maravilhosa de informacão e troca... e a comunicação com outras pessoas é complexa desde que a gente se entende por gente. A internet é mais uma forma de comunicação. A matéria poderia ser sobre o tempo que se gasta com isto, sobre a sensação de se estar perto de uma pessoa fisicamente, mas, na verdade estar mais perto da pessoa que se comunica virtualmente com você, por exemplo. É um assunto tão atual, tão presente, tão importante e tão altamente complexo que deveria ser tratado por filósofos e psicólogos. E, se for pra se fazer uma matéria jornalística comportamental, deveria ser feita através de entrevistas com pessoas interessantes e não estes bossais que terminam o casamento, proibem a comunicação virtual do parceiro ou supervisionam obsessivamente a vida do outro. A curiosidade existe sim. Ciúme existe também, mas não é privando o ser de maravilhas tecnológicas que se resolve o assunto. Isto é fascismo privado. Se existe a possibilidade de comunicação com o mundo, a possibilidade de fazer novos amigos, cada um e todos nós devemos fazer o exercício de utilizar isto a nosso próprio prazer. Cada um sabe seu limite e , se não souber, talvez vá saber um dia ou outro, assim como em qualquer outra situação "real". E não adianta separar as coisas, a realidade inclui completamente a virtualidade.
Proibir a pessoa de se comunicar pela internet , ou supervisionar tudo que se é dito lá, é quase como tentar controlar os sonhos da outra pessoa. Tudo bem, estou exagerando, uma coisa é consciente e outra é subconsciente, mas, cada sabe o que faz...

Bom, nem sempre o ser humano tem bom senso e não é a toa que existem as leis, para limitar quem não percebe o limite do indivíduo na civilização.

O código civil vai incluir cada vez mais leis relacionadas a internet. E a matéria poderia , por exemplo , ir mais fundo neste assunto.

E, até onde eu sei, pelo menos as ondas de comunicação não são prejudiciais ao meio ambiente. Então, nada melhor, natureza e muita comunicação, informação e troca entre as pessoas.


A monogamia é um mistério. Por que desejamos?

O documentário sobre pinguins é o maior sucesso nos EUA, depois de Michael Moore... todos querem entender a monogamia do pinguim, pra ver se entendem o desejo de monogamia no ser humano. Algo está errado, mas, também não sei exatamente o quê.

A minha revolta em relação à reportagem é porque o assunto me interessa e foi tratado com desleixo. Um absurdo, por ser num canal de informação tão potente como esta revista que lhes é citada. Mentalidade de extrema direita tomando conta e alastrando seu vírus pela sociedade brasileira.

Daniela Pinheiro é o nome da jornalista que não teve tempo ou disposição pra pesquisar melhor sobre o assunto.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Pra rebater a Barbárie

"Dinheiro Grátis " de Michel Melamed ( e Alessandra Colassanti - direção, Luiza Marcier - figurino, Lucas Marcier - trilha, Luciana Brites - movimento... ) - decorem estes nomes, esta gente é das boas...

Bom, começar pelo começo.
Michel é o melhor poeta carioca contemporâneo, na minha opinião. E é assim há muito tempo, nas ruas, na praia, nos bares, nos palcos, nos telefones ... ele sempre se dedicou a elas, às palavras, com muito respeito e alguns muitos resultados bem sucedidos. Sejam elas pensadas e repensadas, escritas e relidas ou faladas espontaneamente.
As faladas espontaneamente, ele foi pegando o jeito de usá-las com o tempo, principalmente na vida, e ainda, tenho certeza, vai melhorar muito no jogo" téte a téte", apesar de já estar bem quentinho no assunto.
Além do cotidiano social sincero, a televisão ( Michel tem um programa de entrevistas ) começou a tornar a prática da espontaneidade mais frequente, mas, apresentar o Cep 20 mil já tinha um "quê" de mestre de cerimônias, " respeitável público ".
E agora ele está lá ( acho que já saiu de cartaz, mas, espero que volte logo ), o mestre de cerimônias, meio ator, meio show man, meio menino inteligente, meio homem político sem papas na língua, meio "standup comedy man" e sobretudo, mais uma vez, um grande poeta, na Arena do Sesc - cada vez gosto mais daquele teatro - enfrentando os leões - de Copacabana, Ipanema, zona sul em geral, maioria classe média, talvez alguns milionários e miseráveis anônimos, mas, maioria classe média, como ele mesmo checa e confirma - com seu leilão de filosofias sobre o valor das coisas.
E ao contrário do que disse Bárbara - já já falo sobre isto - ele está sim, interagindo muito com seu público, que se diverte, e muito, dando opiniões e lances de dinheiro para/com ele.
Michel, vestindo uma jaqueta chiquérrima, passa o seu chapéu/cartola e depois o coloca no centro do palco, com um foco de luz, tornando-oa ( é umoa cartola chapéu linda ) personagem principal de seu teatro, pois está preenchidoa com a arrecadação que ele vai executando durante a peça.
OA é a nova vogal que ele lança. Peça de teatro que nada, ele inventou uma nova vogal! E não é assim que se escreve, mas, já , já veremo-oa inseridoa nos teclados de computador. É uma vogal unisex! Good!
Bom, então, a arrecadação de dinheiro que preenche oa cartola é de notas e moedas dadas pelo público durante a peça, por diversos motivos estimulados pelo poeta leiloeiro Michel, dinheiro este que em outros momentos é usado pra comprar este mesmo público, a fim de conseguir cenas improvisadas pelas figuras que achavam que estavam ali só pra ver.
Quanto ao que acontece com o dinheiro no final... só vendo... mas, é bom, na minha opinião.

Falando um pouco sobre o cenário/instalação, a platéia é composta não só de quem está lá no dia, mas, também de ampliações de fotos 3x4 de grandes figuras históricas, como Hitler, Jesus Cristo... Pedro Bial... o que faz com que nem nós, nem Michel, nos sintamos sozinhos nesta discussão sobre economia existencial.
E, de certa forma, coloca Michel no lugar de uma figura pública também... e , de certa forma, nos diz que todos nós, com nossas cabecinhas e idiossincrasias, somos importantes também. O que é ótimo como argumento... 15 minutos de fama, andy warhol e tal.

Olha só, eu sou fã, suspeita, e quem dera ser crítica neste momento, apesar de não querer este fardo de jeito nenhum - porque a maioria ( disse, maioria e não todos ) dos críticos é odiada, assim como a maioria dos políticos ( coisa que acho lastimável, porque se fossem pessoas honestas com vocação pra coisa, sem vaidades individuais, mas, com respeito à vida pública, e eticamente corretos, poderiam adquirir respeito e confiança da população... mas, acredito que um dia a gente chega lá... existem poucos - críticos e políticos - trabalhando pra tal, poucos, mas, existentes ) - e nem me achar intelectual suficiente pra querer uma coisa assim e até porque sou artista e portanto porto uma bandeira muito próxima do fazer, o que me torna quase uma advogada de defesa da criação artística, pra analisar qualquer trabalho de arte. Sou compreensiva com os processos, que eu prezo muito, e exagerada amante das artes cênicas. Se fosse pra ser crítica, acabaria caindo no gosto pessoal e isto não ia ser bom.
Mas, faço aqui uma corrente contra o que chamo de caretice conservadora.
Tô falando isto, porque dá vontade de ler pessoas de bom gosto falando sobre teatro nas páginas dos jornais cariocas ( estou por fora dos outros críticos do Brasil , vou até me informar mais, perdão ). Bom , aqui temos Macksen Luiz e Lionel Fischer, que me parecem mais sensíveis e congruentes, (mas, ainda assim, não tanto quanto o falecido Yan Michalski ) e Bárbara Heliodora. Sobre esta última, não sei o que se passa. Uma vez soube que ela entornava uma garrafa de whiskie a cada crítica que escrevia, mas, pouco importa seu método, desde que suas palavras tenham coerência, não estou aqui pra fazer o mesmo papel que ela, aos avessos, sendo crítica sem educação da própria crítica e especulando sobre sua vida e sobre os estímulos que a levam a escrever tal e tal coisa. Não quero fazer tal coisa, apesar de me achar no direito de ter uma certa leviandade no meio que estou usufruindo pra emitir as idéias.
Não consigo entender Bárbara gostar de " Regurgitofagia " ( primeiro espetáculo-solo de Michel) e não gostar de " Dinheiro Grátis ", o segundo é melhor que o primeiro, na minha opinião, claro, sou eu que estou escrevendo - mas, sei que outras pessoas andam se questionando sobre o valor de "Dinheiro Grátis", além de Bárbara, vou até pautar o assunto para a mesa do bar com quem está por dentro...
Não quero desconsiderar o texto de "Regurgitofagia", que eu adoro e acho que é a melhor coisa de tal espetáculo - quase uma apresentação das poesias de Michel ao grande público - e é um trabalho que levou pelo menos 10 anos pra ser feito, pelo que eu acompanhei, enquanto , "Dinheiro Grátis", foi feito mais rápido - Michel, Leca, me corrijam, se eu estiver errada. Mas, como exercício teatral " Dinheiro Grátis" é mais vivo e, tudo bem , as reações da platéia ( risos, murmúrios, palavras... ) não causam choques elétricos, literalmente falando, em Michel, como em "Regurgitofagia", mas, em " Dinheiro Grátis", a platéia participa ativamente muito mais do debate em torno do dinheiro e pensa mais sobre ativismo político, seja ele qual for.
Além de ter , em "Dinheiro Grátis", cenas em que Michel utiliza mais seu corpo ou relaxa no abstracionismo dos sons produzidos também pelo seu corpo, ilusoriamente ou não, - estou falando de uma cena específica em que Michel se diverte com os aparatos teatrais e acaba divertindo quem está vendo e ouvindo também - está mais seguro nos maneirismos de se falar determinada ou determinada coisa, acabando por estar mais irônico, mais ator, mais performer... além de poeta, coisa que ele já é.
Conclusão, "Dinheiro Grátis" é uma comédia divertida e inteligente, comédia que faz pensar também. Uma peça altamente recomendável.
Talvez eu tenha gostado mais da direção de Alessandra no segundo, da iluminação ( esqueci quem fez, mas, é muito boa e também irônica) e do figurino de Luiza também, mais em "Dinheiro Grátis" que no primeiro e, talvez goste igualmente dos textos das duas peças, mas como dar crédito a estes trabalhos é muito difícil, prefiro falar dos resultados de dois trabalhos em equipe que vi.
Teremos ainda o terceiro espetáculo, porque Michel que estes trabalhos são parte de uma trilogia. Eu acho uma pena ser uma trilogia, porque acredito que Michel vai continuar fazendo espetáculos assim e , acho, tomara, que vão ser mais de três, mas, isto só o futuro e o próprio Michel podem dizer.

E , continuando a filosofia superficial sobre as críticas de artes cênicas brasileiras. Por que os críticos de arte brasileiros não conseguem falar bem das coisas do início ao fim, por que não conseguem só elogiar, alguma vez? Existe a perfeição absoluta neste mundo que eles habitam? Bem, falo isto , porque li uma crítica no jornal francês " Le Monde " em que o sujeito - depois posto aqui o nome dele - falava bem de " Ensaio.Hamlet" do início ao fim da crítica e a sensação era maravilhosa. Ele gostou da peça e não teve medo de dizer isto.
Bom, só me passou pela cabeça este pensamento: será que brasileiro tem medo de emitir opinião, digo, anda com medo de levantar bandeira?
Não sei... tô jogando a questão no ar... e não tô falando só de crítico de artes cênicas não, tô falando de crítico em geral e de político e de cidadãos, tô me incluindo nisto também, porque tb sou brazuca. Estamos com medo de ter ideologia? Com medo de não sermos amados pelas nossas opiniões? Com culpa de ser o que somos e achar o que achamos? Com medo de sermos acusados de partidários, de protetores dos amigos pessoais, de mafiosos? ... Isto faz parte da contemporaneidade e pronto?.. me rebatam se eu estiver errada, por favor!

... Michel parece estar namorando alguma ideologia política ali - ainda tateando, poderia até ir mais fundo, porque é bom ver pessoas emitindo opiniões, mesmo que no dia seguinte elas digam o contrário - ... e até sacaneia o " em cima do muro" , mas, realiza ações de coragem no palco. Ele performa socialmente, portanto faz uma performance, no literal sentido de " performance ", ao, (não estou aguentando, vou falar), queimar dinheiro.

Eu sei que estou aqui generalizando assuntos. Sou a pessoa mais paradoxal que eu conheço. Estou aqui questionando a opinião de Bárbara, quando também questiono a não opinião.

Pelo menos ao dizer que não gosta de determinada coisa, uma pessoa cria a antítese que vai ser debatida com a tese a daí concluí-se que, gosto não se discute, se lamenta.

Meu namorado tem mania de fazer isto. Dá , às vezes, uma opinião contrária à unanimidade do contexto, só pra gerar debate. E acaba sendo engraçado.

E sobre a questão gosto e não gosto na crítica que é publicada no jornal. Fico muito confusa com a ética jornalística. O código dia que não é pra emitir opinião quando se escreve uma matéria jornalística, a não ser que seja uma crítica , que é a opinião da pessoa em si.

No entanto, sabemos que na história do jornalismo e da mídia , em geral, sempre existiram apoios... então, por que não assumir tal e tal postura... fica esta coisa, todo mundo sabe , mas, eticamente é crime... Vide história da Globo ter editado o debate entre Lula e Collor, fazendo Collor se sair melhor e ganhar as eleições, naquele ano.

Bom, enfim, voltando a "Dinheiro Grátis " , é pra rir e eu ri muito. Michel está em sua melhor forma artística - forma de verão carioca - e fazer uma peça por ano é coisa que acaba com a saúde de qualquer pessoa, mas, é tão bom que o artista passa por cima disto em prol da arte - e agora tem que parar esta temporada de " Dinheiro Grátis " porque vai pra NY fazer " Regurgitofagia ". Tá podendo o rapaz... quem insiste, consegue, e este, espero que continue conseguindo por longo tempo e que ganhe muito dinheiro , porque ele, com certeza vai usar o que ganhar de uma forma bem criativa e positiva pro nosso Brasil.

Valeu Michel! Valeu Leca! Valeu Luiza! Valeu Lucas!


O resto dos assuntos... jornal, ética... parece ser o tema da semana...

quarta-feira, janeiro 11, 2006

look!

e a criança balançando a cabeça
do mi fa sol la si do

tecnologia

que pena que você não tá aqui, isto aqui tá muito lindo
é, tá lindo mesmo, estou vendo a mesma coisa que você pela televisão ao vivo

terça-feira, janeiro 10, 2006

"mãe, eu quero fazer..."

A primeira vez que se faz merda é um susto, olhar pra ela, desesperador, se acostumar a fazer merda... só depois de muita terapia...
Desculpem o pensamento do dia... mas, ouvi um papo de mães a tardinha que foi instigador. Estavam falando que a pior parte na educação de um filho é ensiná-lo a fazer xixi e coco no piniquinho... ou seja, passar da fralda, quando se faz ' merda " a vontade, sem precisar avisar, pra aquele puxão de saia constragedor " quero fazer... ".
Uma mãe falou que a primeira vez que a filha viu seu próprio coco abriu o berreiro e chorou por muito, muito tempo.
Bom, desta fase sei duas historinhas engraçadas. O filho de uns amigos ficou tão orgulhoso do seu " número 2 " - porque os pais comemoravam muito quando ele tinha a paciência de fazer - que o pai chegou no quarto e pegou a criança - de mais ou menos uns 2 anos, pra quem nunca viveu a experiência - em pé, no berço, segurando, rindo e demonstrando sua "obra".
O outro filho de outro casal na mesma fase colocou alguns cocôs na primeira gaveta... ele sabia que aquilo era importante, de certa forma, valioso e resolver guardar...

Bom, pensando nisto, Piero Manzoni vendeu sua merda do artista nº 1, 2, 3, 32, 104... por bons preços.

E eu, numa de minhas crises psicológicas adultas, lembrei que não dá nesta vida pra não 'fazer merda " que o medo de 'fazer merda' acaba paralisando o perfeccionista... ou seja, se fizer, faça com vontade, que todo mundo faz a mesma coisa alguma hora e é saudável.

perdão aos que não queriam uma psicologia barata também... mas, foi eureca pra mim esta reflexão.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

imagem em papel?

discussão de festa: acabou, acabou, a imagem em papel acabou.
Duas vantagens: tempo e preço.
Não, não acabou, porque escolher qual a melhor entre as mil e uma digitais que você tira, também é tempo e às vezes só o que se quer é registrar o momento, mesmo que ele não seja o mais bonito...

talvez a fotografia digital necessite a prática mesmo. É como o início do telefone celular... a gente deixava aquele negócio influenciar nas nossas vidas... mudávamos de idéia a toda hora, falávamos a toda hora, sabíamos selecionar pouco...
Com o uso, aprendemos, nós dominamos a máquina e atendemos quem a gente quer e quando a gente quer e isto pode ser uma boa ou má influência no decorrer do seu dia e a gente tem consciência disto.

assim como qualquer novidade... coca-cola, tabaco, cocaína, spray...

Com a foto digital, tiramos, ficou boa, mais ou menos, olhou , tira outra pra ficar melhor... pode não ficar também.... tira outra... esta tá boa... é o momento? é, um outro, talvez... mas, é bonito... fica sempre bonito no digital... ou não...será que vai acabar a foto no papel?

Ele falou: você já editou com avid? e aí? vai voltar a editar com moviola?

todos são produtores de imagens hoje em dia.

a diferença então está na efemeridade do suporte... se a imagem é informação numérica digital, ela tem que ser projetada ou visualizada em algum suporte tecnológico... voltou então a ser efêmero... slide show, viu aquela que passou? então agora só na próxima rodada, ou então se eu voltar, mas, não vai ser a mesma coisa sempre que for mostrada.


i like lambe lambe, i like,

i like filminho, still, until when?

ai ai e quem vive de passado é museu e catalogação de tudo e vestido da vovó que ainda é bonito

ai ai dunas de ipanema

ai ai foguetes russos

ai ai blog.com delícia de tecnologia democratização da informação...

i i política mundial ii ano de eleição presidencial iiiiiiiiii o mundo vai mal, mas, tá bom pra alguns, tá bom

filosofia de verão

recomeço

eu levando um barco e outro levando o meu

o cérebro, água turva das marés encachaçadas e vividas,
eu, desejo de puritanismo hedônico,
a fim de poderes saudáveis do corpo e da mente,
respiração, concentração e fluxo contínuo,
será isto possível sem religião?
só o tempo dirá
e o que não é o tempo senão Deus?
E o que é Deus afinal?
penso que são dois:
o criado psicologicamente que traduz o eu em relação ao mundo e está ligado à idéia de destino, baseado no poder de escolha que o ser humano tem, " dai - me luz pra escolher o que é melhor para mim e para o mundo "
o outro: grande ser matéria do mundo, energia vital, fogo de Heráclito, tudo é a mesma coisa, eu, árvore, mesa, ar, Deus, tempo...

êeeee filosofia barata...

resoluções pro ano novo: estudar, alimentar o pensamento.

if it works... as palavras palavras palavras ficarão melhores...

conjunção simpática

Outro dia eu vi um homem subindo uma ladeira de paralelepípedo , com um macacão jeans, com uma alça aberta caída sobre o corpo... e era de noite ... e ele não parecia bêbado ...
fazia tempo que eu não via homem de macacão jeans...
achei curiosa a conjunção de hábitos atemporais macacão, paralelepípedo, lua, solitude, pensamento, subindo ladeira a pé...

segunda-feira, dezembro 19, 2005

segunda pré-natal: resistir e persistir no trabalho e na fé de que os projetos vão ser realizados no ano que vem.
De que no ano que vem o trabalho vai rolar, porque a criatividade anda solta pelo cérebro , mas, pra deixar de ser só pensamento individual e passar a ser movimento coletivo de vida gostosa e bonita, de interação entre as pessoas, de se fazer algo de útil nesta vida, no sentido de transmitir bons pensamentos, de influenciar... requer muito , muito trabalho e, principalmente concentração.
CONCENTRAÇÃO e persistência, principalmente nos detalhes.

Campanha dê presentes só a quem der na telha!

Campanha vá a praia assim que o sol sair, porque ele tá ficando raro!

Campanha cortem seus próprios cabelos!

Campanha teatro é bom!

Campanha livros bacanas de arte pra galera jovem!


Falando em pré-natal, às mamães pré-natal, que estas barrigas reluzam, que estas crianças venham belas e tranquilas, sábias por natureza, SAÚDE!!!

E que o romantismo não seja esquecido entre os casais, romantismo antigo, aquele da mágica dos atos simples não consumistas.

terça-feira, dezembro 06, 2005

ruivos

Sou louca por ruivos verdadeiros.

gente

a melhor coisa pra se fazer em viagem de muito tempo é conhecer gente.
Olhar o mar, pra esquecer que a vida aqui na Terra tá perturbada
mas, olhar o mar à procura de barcos habitados por seres humanos que podem também estar perturbados
Oh vício, a humanidade.

Enrique Diaz na França

Quanto tempo não escrevo!
Bom, passei por um período de viagens por terras francesas. O teatro brasileiro tem sido valorizado por lá. Principalmente o teatro feito por Enrique Diaz, com merecimento. Ele é dos melhores daqui mesmo. Puta cabeça e senso de humor. Ele e Mariana Lima, mulher dele, atriz maravilhosa, criadora de grandes impulsos criativos. E a Cia dos Atores, companhia que trabalha com ele há 15 anos, também responsável pelas conquistas.
Fui com o Coletivo Improviso, grupo que se uniu lá pelos anos 2001 / 2002 / 2003, com a idéia de treinar improvisação de teatro e dança, incentivados por este casal incrível que acabava de voltar de um intensivo em NY com Anne Bogart, diretora americana, que trabalha com a técnica dos View Points e Susuki.
Fomos pra França pela quarta vez com o espetáculo " Não Olhe Agora ", dirigido por Kike e Mariana . Fizemos ano passado na "Ferme du Buisson", a vinte minutos de Paris, depois no "Festival de Teatro de Rua de Aurillac", e este ano na "La Filature" em Mulhouse, e agora na "Menagerie du Verre", em Paris, no "Festival Pazzapaz" em Marseille e no "Teatro du Maillon" em Strasbourg. E foi uma delícia, um sucesso.
Somos uma média de quatorze pessoas gostosíssimas e por onde passamos movimentamos os ares positivamente. Interferimos na arquitetura que nos é apresentada e rimos e fazemos rir e choramos e fazemos chorar... é bom... tem sido bom...
"Ensaio. Hamlet" também arrebentou no "Festival de Outono" em Paris, simplesmente o Festival de Teatro mais fodão da França ( e do mundo ). Um homem tentou me explicar sua sensação ao assistir, falava coisas como, "... é uma aventura, uma sensação de liberdade e também é coisa séria, conta-se a história... " enfim, não são as palavras dele, mas, a sensação que dá é que o Kike e todos os que participaram da criação desta peça, ( me incluindo como assistente de direção ), mas, principalmente o elenco: Fernando Eiras, Felipe Rocha, Marcelo Olinto, César Augusto, Bel Garcia, Malu Galli - substituída por Susie Ribeiro, conseguiram criar um belo trabalho baseado em um texto clássico. A pressão é grande.
"Paixão Segundo GH", da Clarice Lispector, também foi um sucesso.
E o velho Melodrama, da Cia dos Atores e Filipe Miguez, outro.
Valeu!

quinta-feira, outubro 20, 2005

Quando as pessoas se expressam

Fui Ver "Ovo Frito" em 20 de outubro, acho, direção de Moacir Chaves, texto de Fernando Bonassi, com Alessandra Colassanti , Julia e Luciana... sou ruim de sobrenomes. Achei bom. É quase uma leitura interessante dos próprios pensamentos, porque é tão atual e tão sobre todos nós e sobre o que estamos vivendo... que acabamos nos identificando... e que... e que - o texto abusava dos " e que 's " -
... e que... o consumismo capitalista é a única promessa de um mundo melhor - pelo menos é o que interpretei de um dos trechos do texto - hoje em dia todos desejam a mala de dinheiro, porque, tendo ela, a vida pode ser melhor, é como se a mala de dinheiro fosse a promessa da "vida eterna". Merece reza e comportamento específico pra se conseguir.
Merece escravidão, mesmo que disfarçada, merece tramóias e hipocrisias, merece que VOCÊ decida viver o dia a dia pra tê-la.
... a mala de dinheiro... quem não quer a mala de dinheiro?
... o céu passou a ser aqui e a "religião / sistema " prega agora que o cidadão deve desejar a mala de dinheiro ( honesto ).

O interessante é que Bonassi escreveu este monólogo, antes do fato ocorrido em Brasília.

Mas, o monólogo que mais gostei foi o interpretado por Leca, Alessandra Colassanti, que eram só perguntas. Leca é hilária, determinada, chique, alto astral, inteligente.

A producão da peça também é das meninas, ou melhor, mulheres, o que também me agrada e muito. A gente tem que fazer pra acontecer.

A direção do Moacir, no entanto, achei muito parecida com a direção de "Utopia", peça que ele mesmo dirigiu há pouco tempo atrás, no Planetário, que quem fazia era Dani Barros ( lindamente - e não é pra menos, ela é uma das melhores atrizes da nossa geração ) e Maria Clara Gueiros e Alessandra Maestrini. Ele se repetiu fazendo as atrizes falarem chorando, rindo ou de tal e de tal forma...
A composição do elenco também era parecida. Três mulheres, um texto escrito por um homem, cheio de informações políticas que tem a ver com a atualidade.
Apesar de que o texto de " Utopia " era aquele velho texto que a gente aprendia na escola, do inglês, olha o nome falhando de novo...

Vou vir com um post anexo depois só com as informações que faltam.

Enfim, é o texto da Ilha da Utopia, basicamente a primeira vez que se ouve falar esta palavra. Thomas...?

O mais interessante da proposta de " Ovo Frito " é que depois do texto do Bonassi, no segundo ato, acontece um debate, e todos os personagens que foram sugeridos na peça em formas de fala e intenções viram realidade, pois o público, que estava assistindo, toma a palavra e se manifesta. É muito interessante ver a diversidade ( limitada, claro, é a zona sul carioca, mas, não deixa de ter uma pequena diversidade ali ) articulando.

O debate depois da peça de teatro é perfeito. Meia hora de peça, meia hora de debate, dobradinha das boas. Teatro é encontro. Teatro é política. E é gostoso ouvir e tentar falar. É gostoso exercitar a palavra falada em grupo.

domingo, outubro 16, 2005

Premio Qualidade Brasil

Bom saber que existe um Prêmio de Teatro cujos jurados são um grupo de jornalistas anônimos. No mínimo é bom saber que além de Bárbara Heliodora, crítica tradicional e conservadora de teatro do Jornal O Globo, existem pessoas pensantes e com poder de comunicacão ( em massa ) assistindo a peças e pensando sobre elas. Enfim, Prêmio Qualidade Brasil, parece ser uma boa iniciativa. Não dá dinheiro, mas, dá reconhecimento e respeito a artistas talentosos na ativa .

quinta-feira, outubro 13, 2005

Parque Lage criança adulta

Hoje tive a sorte de ir de manhã ao Parque Lage. Logo que entrei respirei fundo e vi a luz do sol passando entre as árvores... minhas olheiras agradeceram e foram descansar em algum outro lugar do meu rosto... virei criança de novo, caminhando dentro da gruta pra chegar até a torre e me comuniquei com os peixes que vivem naquele aquário que tem luz natural...
O Parque Lage dia de semana é muito mágico, muito bom.
Vi adolescentes se beijando. Vi crianças vestidas dos filós e lycras mais variados, encarnando personagens de contos de fadas, cantando e peruando com pequenos tamancos... vi um lagarto tamanho gigante, que ao cruzar o olhar comigo, ficou tímido, atravessou a rua e se escondeu no mato. Vi um macaco na mesma altura que eu ( eu trepei numa árvore deliciosa pra tirar umas fotos artísticas prum trabalho de uma amiga )...
enfim... foi bom, ficar em paz com este lado da cidade...
... e pensar que aquele menino do Ônibus 174 poderia ter fugido por ali... se escapasse dos Snipers...
... e pensar que a Bezansoni andava pelada em cima do seu elefante ali...

Aliás, um homem com voz de mulher aproveitou a quinta-feira pra ir cantar ópera no alto da torre no meio da floresta... era um homem... bonito ainda por cima...

...e pensar que ali eu aprendi que não precisamos matar as formigas, porque elas são nossas amigas...

e que minha mãe me deu uma festa surpresa numa quinta a tarde, assim como hoje e eu levei um susto tão grande como se tivesse visto um leão na floresta... eu era uma criança boba... não queria chamar atenção e minha mãe sempre fazia com que eu chamasse atenção com as surpresas dela...

ela queria alegrar a minha vida e com isto alegrava a dela também...

... hoje agradeci e me arrependo um pouco de não ter entrado na piração dela naquele momento...

hoje eu rio. Naquele época enrubesci.

Uma amiga uma vez me falou que vivia no contra-fluxo... eu sou uma criança que queria ser adulta e depois que virou adulta , fica fazendo de tudo pra aprender a ser criança...

Caramelos pra todos!

Livros pra todos!

E muita dama na praça pros que sabem viver e rir~




hoje tem Torero Portero na Estação Leopoldina, espero que consiga assistir.

ingressos esgotados

Tudo lotado na cidade. Shows do Tim festival. Peças internacionais do Rio cena. Filmes do Festival de Cinema... a dúvida que fica é a seguinte, como disse um amigo meu, quem são as pessoas que conseguem comprar estes ingressos?

Será que estamos chegando a ponto de termos de nos programar antecipadamente pras coisas a ponto de , primeiro dia de venda, lá estamos nós... porque muitos podem e querem participar da vida cultural da cidade.

Isto é bom. Mas, como eu queria ver Jan Fabre no Sérgio Porto... e Elvis Costello no MAM...
don't know what to do...

segunda-feira, outubro 10, 2005

TEATRO!

Foi uma noite de felicidade. A estação Leopoldina, batizada também como Gare Barão de Mauá estava iluminada com refletores e gelatinas, ressucitada com performances nos vagões enferrujados e dj's na estação e na plataforma.
Pedro Bernardes era o dj a inaugurar a plataforma, vestindo uma cartola preta e com dois pontos de luz azul sobre os olhos e um microfone na boca, improvisando em cima das músicas, ele arrasou deliciosamente.
E Flávia Costa, poderosa bailarina, atriz, artista da pá virada, encheu os corações de romantismo com seu solo "Cachorra" - dirigido por mim e pela adorável criatura Renato Linhares, no vagão 1.
Rafael Leal performou "A sombra de Beckett", uma figura clownesca reagindo à vida cotidiana, muito bom.
E Domingos, qual o sobre nome do Domingos? Ele é figurinista, mas, muito bom diretor e performer teatral, um amante das artes performáticas, um homem lindo com uma visão plástica delicada, enfim, Domingos performou "A Teia", uma espécie de cabine/quarto em que um homem estudava minuciosidades biológicas. Assitíamos a isto, através de uma vitrine, enquanto ouvíamos o poema " Los enigmas " de Pablo Neruda num headfone. Perfeito.
Sem falar nas instalações várias de Mateus Nachtergale ( plantas e aranhas dentro da cabine do motorista do trem - lindo! ), Vicente de Mello, Enrica Bernardelli...
...E DJ Dolores e Maurício Lopes na estação...
Foi a abertura do Rio Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro do Rio de Janeiro.
Todos dançavam e celebravam o teatro.
Até os desavisados: " Eu sempre achei teatro muito chato, mas, isto aqui é o melhor evento do ano! " disse e assinou embaixo, Bruno.

sexta-feira, setembro 23, 2005

soltice

pra continuar a série de ontem: o médico foi tentar achar a jugular do paciente, levou um escorregão e deu um jeito na coluna.
O outro médico foi visitar um paciente virótico e, de stress, teve um avc. O paciente acabou ligando pra ambulância.
Analista tem um grande trauma na vida, paciente fica sabendo e não consegue mais falar de si.

Ontem eu ouvi a palavra esperança umas três vezes. Já gostei desta, já desgostei e agora tô começando a gostar de novo. Mas, tem alguma coisa católica que me incomoda aí... é lá, não é aqui... mas, não deica de ser fé e não deixa de ser bom, mas, bom mesmo é olhar o que tá aqui e passar a gostar do que tá aqui, ou provocar o que tá aqui de maneira a mudar o que tá aqui, do que manter a esperança que vai mudar. Enfim, dá pra juntar esperança com ação no presente.

Carioca quando vai pra São Paulo fica atiçado.

Bom mesmo é pregar peças nos amigos.

Muito engraçada esta sinopse de Édipo, dei gargalhadas sozinha:
Sófocles: "Édipo-Rei" - tragédia grega. Várias edições.
Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta. Fim.


Hoje eu vi um homem de aproximadamete 70 anos, caminhando no Flamengo com sua mulher, tropeçando na perna de um jovem sentado na calçada. Ele olhou pra trás e nem pediu desculpas, seus olhos se cruzaram e ficou por isto mesmo. A calçada é pública, faz-se nela o que quer. Mas, é sempre bom deixar um espaço pro outro e não tomar pra si o espacinho...

Novo furacão se aproxima dos Estados Unidos, a foto de satélite é aterrorizadora.

César Maia vai deixar de ter blog, porque toma muito tempo.

Faz tempo que não escrevo aqui, tô deixando meus pensamento se esvaírem, isto não é bom.

Quais os malefícios da maconha? Eu acredito que deixa mais burro, paranóico, inseguro... mas, não tenho como provar nada. Tô comentando as páginas amarelas da Veja.

E o ponto c é melhor que o ponto g, gente?