Da pamplona ao Trianon-Masp
Metrô de saída para ipê
nega deitada no chão
com top de paetê
Farmácias
Arranha -céus
Escritórios Apartamentos
Ilhéus
Prédios Tortos Prédios Pretos
Pessoas que não estão na lista
Carnaval
É revéillon todos os dias na Paulista
As escovas nos cabelos
Os celulares nas mãos
Os ternos em palhetas
que mudam sutilmente do preto ao cinza
São Vãos.
Falam do vestido de casamento
da amiga espalhafatosa
por um momento
que tem um filósofo que diz que:
"um rio não passa duas vezes no mesmo lugar...."
sou paz e amor, animal biungulado, sou presa de febre aftosa
Não confio em ninguém com mais de trinta.
Esqueci meu cartão
Café com rosca
Me passa a tinta?
"Ele me disse assim:"
Banca de jornal ali
A Oscar Freire desce
Desir
A roupa dos sonhos é pra se usar nos sonhos
Devíamos dormir
vestindo as roupas dos desfiles
pra rir...
Vira a bolsa,fecha,cuidado.
Sou mais um.
Beleza misteriosa existente no dia
da feia fumaça que sobe apagando as estrelas
A de ser só eu, ali,
perdida,
andando pro trabalho sob telhas.
Ela faz arte idílica
e tem crachá de roleta
cobrado na gira.
Poemas de Nina Dadi ou Dani Dani ou Dani Fortes ou DCF ou Daniela Corrêa Fortes
quarta-feira, setembro 16, 2015
segunda-feira, setembro 14, 2015
domingo, setembro 06, 2015
mas melhor deixá-la concentrada
Bota o cigarro na boca e
na hora de acender pega a garrafa d'água
pra beber no gargalo
o pó de café
vai pro pote da ração de cachorro
o dedo que enrolou o cigarro
coça o olho e dá alergia
o ansiolítico
afeta o fígado
a cabeça tonta
toma o café
o fósforo acende o cigarro manchado de batom
o raio
a água na boca
o café na mente
o fósforo no cinzeiro
a tesoura no imã
fone carregado
colírio no olho
rinosoro no lixo
caderno aberto
asterisco no bicho
visão noturna
sobrevisão inspiradora
supervisão disciplinada
e a vida que segue
turbinada
melhor deixá-la concentrada
na hora de acender pega a garrafa d'água
pra beber no gargalo
o pó de café
vai pro pote da ração de cachorro
o dedo que enrolou o cigarro
coça o olho e dá alergia
o ansiolítico
afeta o fígado
a cabeça tonta
toma o café
o fósforo acende o cigarro manchado de batom
o raio
a água na boca
o café na mente
o fósforo no cinzeiro
a tesoura no imã
fone carregado
colírio no olho
rinosoro no lixo
caderno aberto
asterisco no bicho
visão noturna
sobrevisão inspiradora
supervisão disciplinada
e a vida que segue
turbinada
melhor deixá-la concentrada
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as coisas em seu devido lugar,
café,
concentração,
cosmovisão,
déficit de atenção,
discrição,
fígado,
sobrevisão,
supervisão,
transcrição,
visão
quinta-feira, setembro 03, 2015
Horror sem fim
Pra que perguntas
se não queres ouvir a resposta?
Pra que perguntas
se já sabes a resposta?
Pra que conversas
Se não escutas
Pra que o outro
se o eu se basta.
As pessoas estão loucas,
muito loucas.
Arrogantes
Intolerantes
Surdas
egocêntricas
e sem coração.
A humanidade morreu.
Só ficaram
seres
que fazem as coisas
sem saber porque
as fazem.
A vida nunca teve tão pouco sentido.
E meninos morrem
sem niguém saber nem de onde vieram.
Muitos choram
mas àqueles que o geraram...
...também morreram
ou sentaram à beira de seus túmulos
à espera da morte.
Quem esteve um dia com aquele menino
ou com aquele outro
está noutro lugar.
não importam mais as histórias de cada um.
são cenas de horror.
E tudo que acontece em volta
é luta pela sobrevivência.
São cenas de horror.
E a sensação é de que não tem fim.
se não queres ouvir a resposta?
Pra que perguntas
se já sabes a resposta?
Pra que conversas
Se não escutas
Pra que o outro
se o eu se basta.
As pessoas estão loucas,
muito loucas.
Arrogantes
Intolerantes
Surdas
egocêntricas
e sem coração.
A humanidade morreu.
Só ficaram
seres
que fazem as coisas
sem saber porque
as fazem.
A vida nunca teve tão pouco sentido.
E meninos morrem
sem niguém saber nem de onde vieram.
Muitos choram
mas àqueles que o geraram...
...também morreram
ou sentaram à beira de seus túmulos
à espera da morte.
Quem esteve um dia com aquele menino
ou com aquele outro
está noutro lugar.
não importam mais as histórias de cada um.
são cenas de horror.
E tudo que acontece em volta
é luta pela sobrevivência.
São cenas de horror.
E a sensação é de que não tem fim.
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crianças mortas,
humanidade
quarta-feira, setembro 02, 2015
Mistérios e Riscos nas ficções
Ao sentir impulso de ousar,
arrisca,
escolhe a morte,
vai sem medo.
Deixe vir e passar os velhos truques,
deixe o prazer do desconhecido dominar e te levar.
Sem nunca perder de vista a sintonia fina que habita a coexistência humana
Fora egocentrismo !
E jogando-se, vem junto quem também tem coragem e desejo de ir.
É um mistério fascinante sem porquê e por isto mesmo vale a pena viver.
arrisca,
escolhe a morte,
vai sem medo.
Deixe vir e passar os velhos truques,
deixe o prazer do desconhecido dominar e te levar.
Sem nunca perder de vista a sintonia fina que habita a coexistência humana
Fora egocentrismo !
E jogando-se, vem junto quem também tem coragem e desejo de ir.
É um mistério fascinante sem porquê e por isto mesmo vale a pena viver.
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agir sem pensar,
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medo,
mistério,
palco,
risco,
teatro
quinta-feira, agosto 27, 2015
e o vento uiva
No decorrer do dia
os encontros
com pessoas lindas
sensíveis
que mesmo sofrendo
são gentis e risonhas
o dia passa gostoso
o choro vem e vai
os livros sobem e descem
os remédios entram e saem do pacote, da bolsa,
o leite ferve e volta
Estou aqui
não sei onde te guardar
vou agindo
vou vivendo
com esta estranheza que é estar só
com o vento que uiva
e as portas que batem.
queria um cigarro pra fumar
quase inventando um da horta
mas a preguiça mesmo é a de cozinhar
perder tempo com isto.
Lá vou eu pro dever diário.
de ser feliz trabalhando.
os encontros
com pessoas lindas
sensíveis
que mesmo sofrendo
são gentis e risonhas
o dia passa gostoso
o choro vem e vai
os livros sobem e descem
os remédios entram e saem do pacote, da bolsa,
o leite ferve e volta
Estou aqui
não sei onde te guardar
vou agindo
vou vivendo
com esta estranheza que é estar só
com o vento que uiva
e as portas que batem.
queria um cigarro pra fumar
quase inventando um da horta
mas a preguiça mesmo é a de cozinhar
perder tempo com isto.
Lá vou eu pro dever diário.
de ser feliz trabalhando.
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viver e não ter a vergonha de ser feliz
quarta-feira, agosto 26, 2015
Má escolha
Duas pessoas se conhecem
Se encantam
Se respeitam
Se admiram
Com a convivência
Inventam motivos para desencantar
Passam a se desrespeitar
E vai cada um para um lado.
Fica no coração de cada um
a dor
a mesquinhez
de não ter se permitido
ser feliz numa vida compartilhada.
Se encantam
Se respeitam
Se admiram
Com a convivência
Inventam motivos para desencantar
Passam a se desrespeitar
E vai cada um para um lado.
Fica no coração de cada um
a dor
a mesquinhez
de não ter se permitido
ser feliz numa vida compartilhada.
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amor,
casamento,
felicidade,
vida compartilhada
quarta-feira, agosto 19, 2015
nem instrumentos são necessários
o compositor só precisa do silêncio, do vazio de sons, para trabalhar.
maldade no mundo
Difícil entender a maldade no mundo.
Sou incapaz de responder à certas perguntas que minha filha faz.
A vida é assim incompreensível.
Não tem lugar aqui pra isto.
A não ser que seja para redimensionar minhas dores.
Sou incapaz de responder à certas perguntas que minha filha faz.
A vida é assim incompreensível.
Não tem lugar aqui pra isto.
A não ser que seja para redimensionar minhas dores.
sexta-feira, agosto 14, 2015
quinta-feira, agosto 13, 2015
Botar peito ou Esperar
Trabalhando pra sair da Zona de Conforto
fui tirando o cinza, a meia calça escura,
fui botando batom, lápis no olho,
brinco
colar
arrumando as caixinhas
secando o cabelo
e pra afastar a melancolia e a dúvida
cores vibrantes
resignação com o desejo da mãe
e voltei ao salto
e aceitei a feminilidade sem achar vulgar
e fui perdendo a vergonha de ser mulher
e fui querendo coisas que todas querem
fui querendo ficar loira
fui querendo botar peito
Tô virando a Barbie?
Mas eu não quero namorar o Rambo
E não quero namorar o Ken
E nem outra Barbie
Eu quero o Antonio Banderas
Eu queria não precisar de nada disto
Eu queria meditar e não ter rugas
Eu queria surfar e admirar meu corpo
Eu queria dar de mamar de novo
Eu queria engravidar de novo
Eu queria amar e ser amada pelo que sou
Eu queria me amar pelo que sou
Eu queria ser eu mesma
Eu sou
E posso fazer o que eu quiser com o meu corpo.
E aceitar a beleza que o tempo trás consigo.
Eu consigo,tempo.
Te aceito, tempo.
fui tirando o cinza, a meia calça escura,
fui botando batom, lápis no olho,
brinco
colar
arrumando as caixinhas
secando o cabelo
e pra afastar a melancolia e a dúvida
cores vibrantes
resignação com o desejo da mãe
e voltei ao salto
e aceitei a feminilidade sem achar vulgar
e fui perdendo a vergonha de ser mulher
e fui querendo coisas que todas querem
fui querendo ficar loira
fui querendo botar peito
Tô virando a Barbie?
Mas eu não quero namorar o Rambo
E não quero namorar o Ken
E nem outra Barbie
Eu quero o Antonio Banderas
Eu queria não precisar de nada disto
Eu queria meditar e não ter rugas
Eu queria surfar e admirar meu corpo
Eu queria dar de mamar de novo
Eu queria engravidar de novo
Eu queria amar e ser amada pelo que sou
Eu queria me amar pelo que sou
Eu queria ser eu mesma
Eu sou
E posso fazer o que eu quiser com o meu corpo.
E aceitar a beleza que o tempo trás consigo.
Eu consigo,tempo.
Te aceito, tempo.
Marcadores:
Botar peito,
injetar na cara,
subir a bunda
segunda-feira, agosto 10, 2015
Maçã Envenenada disfarçada de "amor verdadeiro"
Eu de bicicleta na faculdade
Preocupação da galera era:
onde vamos comer hoje
ou
a pizza deste lugar não é tão boa
ou
todos lugares são do mesmo dono.
Você, meu amigo.
Retorno no tempo.
Nós todos na faculdade.
Nós todos jovens.
Você se despojou de objetos
roupas
valores
se distanciou
criou seu próprio duplo para criar
e está se superando como artista
Eu olho de longe ainda daqui
Não que eu não tenha me distanciado daquilo que éramos
ou me despojado dos valores
Aos poucos vou também fazendo o mesmo processo
Londres, Los Angeles, India... são aqui.
Eu tenho uma filha,
"tenho, enquanto for minha "
como disse Polônio à Hamlet.
E dela não posso me "despojar"
Jamais.
Então aterrada estou.
Mas viajando cada vez mais.
Sinto muita saudade de você.
Você virou um símbolo
um arquétipo onírico...
...olha só que engraçado...
você só aparece no meu subconsciente
ou como mito...
Não repetiremos aquele forró
Mas seu desprezo é estranho
Sua articulação direta
beira o desrespeito e a arrogância
E é exatamente destes pudores que desejo me desprender
para poder também dizer
tudo que penso
no fluxo do momento
com clareza e rapidez.
Sou sua fã.
Não mais.
Você pra mim é um espírito,
um ídolo,
nunca nos conhecemos,
nunca fomos jovens,
nunca dormi na sua cama,
nunca te esperei pra almoçar e levei bolo
nunca errei na pergunta do café preferido
nunca vi você sentado na minha poltrona desenhando
nunca tive uma poesia sua escrita no meu computador
nunca te levei até o elevador e te perguntei o porquê
nunca soube o dia do aniversário da sua mãe.
nunca te vi andando pro mar.
nunca conversamos.
nunca fomos à uma festa na Lapa.
nunca fomos ao Empório.
Na Terra do Nunca
onde eu estive esta noite
e você também estava,
através de mim,
Lá,
estávamos sim
juntos
e
felizes,
principalmente por sermos amigos.
Quanta falta eu sinto de vocês.
Lembrei que escrevia pro Bruno
Que propunha um mestrado pra ele.
Lembrei da voz do Chico.
Do canteiro onde vocês ficavam ao pé da escada.
Deve ter sido o livro do Michel Laub, "Maçã Envenenada",
ele escreve sobre uma ex-namorada
sobre os tempos que serviu o exército
sobre Londres
e sobre o Nirvana e a data que o Kurt Cobain se matou.
Maçã Envenenada.
Acho que comi algumas já na vida.
Agora talvez consiga resistir
e não aceitar.
Mesmo que venha acompanhada de um anel.
Ou disfarçada de " amor verdadeiro ".
Merda.
Preocupação da galera era:
onde vamos comer hoje
ou
a pizza deste lugar não é tão boa
ou
todos lugares são do mesmo dono.
Você, meu amigo.
Retorno no tempo.
Nós todos na faculdade.
Nós todos jovens.
Você se despojou de objetos
roupas
valores
se distanciou
criou seu próprio duplo para criar
e está se superando como artista
Eu olho de longe ainda daqui
Não que eu não tenha me distanciado daquilo que éramos
ou me despojado dos valores
Aos poucos vou também fazendo o mesmo processo
Londres, Los Angeles, India... são aqui.
Eu tenho uma filha,
"tenho, enquanto for minha "
como disse Polônio à Hamlet.
E dela não posso me "despojar"
Jamais.
Então aterrada estou.
Mas viajando cada vez mais.
Sinto muita saudade de você.
Você virou um símbolo
um arquétipo onírico...
...olha só que engraçado...
você só aparece no meu subconsciente
ou como mito...
Não repetiremos aquele forró
Mas seu desprezo é estranho
Sua articulação direta
beira o desrespeito e a arrogância
E é exatamente destes pudores que desejo me desprender
para poder também dizer
tudo que penso
no fluxo do momento
com clareza e rapidez.
Sou sua fã.
Não mais.
Você pra mim é um espírito,
um ídolo,
nunca nos conhecemos,
nunca fomos jovens,
nunca dormi na sua cama,
nunca te esperei pra almoçar e levei bolo
nunca errei na pergunta do café preferido
nunca vi você sentado na minha poltrona desenhando
nunca tive uma poesia sua escrita no meu computador
nunca te levei até o elevador e te perguntei o porquê
nunca soube o dia do aniversário da sua mãe.
nunca te vi andando pro mar.
nunca conversamos.
nunca fomos à uma festa na Lapa.
nunca fomos ao Empório.
Na Terra do Nunca
onde eu estive esta noite
e você também estava,
através de mim,
Lá,
estávamos sim
juntos
e
felizes,
principalmente por sermos amigos.
Quanta falta eu sinto de vocês.
Lembrei que escrevia pro Bruno
Que propunha um mestrado pra ele.
Lembrei da voz do Chico.
Do canteiro onde vocês ficavam ao pé da escada.
Deve ter sido o livro do Michel Laub, "Maçã Envenenada",
ele escreve sobre uma ex-namorada
sobre os tempos que serviu o exército
sobre Londres
e sobre o Nirvana e a data que o Kurt Cobain se matou.
Maçã Envenenada.
Acho que comi algumas já na vida.
Agora talvez consiga resistir
e não aceitar.
Mesmo que venha acompanhada de um anel.
Ou disfarçada de " amor verdadeiro ".
Merda.
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Terra do Nunca
domingo, agosto 09, 2015
Uppers and Downers
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Uppers and Downers
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vício
quarta-feira, agosto 05, 2015
ser capaz
Quando você for adulta
você vai entender que a gente às vezes precisa dar um tempo...
Com quem você estava falando mesmo nesta hora?
Porque eu com 39,
e ela com 5
estávamos desconfiando um pouco da frase.
Pra sua natureza talvez seja necessário
viver e sumir
amar e fugir
reaparecer e deixar ser
como é...
Mas para nós duas a dor
talvez seja desnecessária.
Casais separam e voltam,
às vezes melhor.
Movimento de recomeço
é lindo.
Tentar de novo,
corajoso.
Talvez você diga
que a dor é necessária,
para crescermos,
para aprendermos.
Eu vivo todos meus dias
como se fossem o último.
Muita ansiedade isto gera,
mas eu achava que valorizava
o fato de estar viva.
Aí eu afirmo e
prefiro não perder tempo
e aceito assim o que a vida me dá,
a cada dia,
e continuo afirmando.
Hipocrisia?
Teimosia?
Resistência?
Apego?
Sonho de criança?
Não sei.
Acho que não.
Só estou procurando
viver o dia a dia, tranquila,
mesmo diante de tanta barbaridade.
É a primeira vez na vida
que aceito voltar,
reestruturar e
me jogar na folha em branco.
Talvez eu tenha aprendido
certa flexibilidade
e a pequena aprendido
a não confiar tanto...
caramba
fica assim repetindo
na minha cabeça
a perguntinha dela:
"se ama, por que fugiu,né?"
caramba
é maravilhoso o movimento de se render,
mas dá ânsia.
É um processo não cerebral,
que afeta o córtex,
assim como uma música,
que de repente faz dançar
dá ânsia
esta entrega
de novo
e também um desanuvio
depois de tanto desespero
Agora é reafirmação perigosa,
não dúvida
em relação à nós.
Mesmo parecendo que já vivemos
o que tínhamos para viver,
não.
Sim.
Fico mais calma
com a certeza do seu amor.
Volto a gozar aos pouquinhos.
Agora mais forte de mim mesma.
Estou aqui e se eu cair do cavalo de novo
a culpa será minha,
porque estou confiando na sua proposta,
que é mais solta que qualquer coisa que voe.
É uma folha em branco
no meio de uma ventania.
Talvez isto seja amor.
E antes eu não sabia.
Mas eu também tenho uma proposta
e ela também voa solta no céu,
será que você consegue
ser flexível a ponto de subir neste tapete voador comigo?
Talvez isto seja amor,
E antes você não sabia.
E agora não sabemos.
você vai entender que a gente às vezes precisa dar um tempo...
Com quem você estava falando mesmo nesta hora?
Porque eu com 39,
e ela com 5
estávamos desconfiando um pouco da frase.
Pra sua natureza talvez seja necessário
viver e sumir
amar e fugir
reaparecer e deixar ser
como é...
Mas para nós duas a dor
talvez seja desnecessária.
Casais separam e voltam,
às vezes melhor.
Movimento de recomeço
é lindo.
Tentar de novo,
corajoso.
Talvez você diga
que a dor é necessária,
para crescermos,
para aprendermos.
Eu vivo todos meus dias
como se fossem o último.
Muita ansiedade isto gera,
mas eu achava que valorizava
o fato de estar viva.
Aí eu afirmo e
prefiro não perder tempo
e aceito assim o que a vida me dá,
a cada dia,
e continuo afirmando.
Hipocrisia?
Teimosia?
Resistência?
Apego?
Sonho de criança?
Não sei.
Acho que não.
Só estou procurando
viver o dia a dia, tranquila,
mesmo diante de tanta barbaridade.
É a primeira vez na vida
que aceito voltar,
reestruturar e
me jogar na folha em branco.
Talvez eu tenha aprendido
certa flexibilidade
e a pequena aprendido
a não confiar tanto...
caramba
fica assim repetindo
na minha cabeça
a perguntinha dela:
"se ama, por que fugiu,né?"
caramba
é maravilhoso o movimento de se render,
mas dá ânsia.
É um processo não cerebral,
que afeta o córtex,
assim como uma música,
que de repente faz dançar
dá ânsia
esta entrega
de novo
e também um desanuvio
depois de tanto desespero
Agora é reafirmação perigosa,
não dúvida
em relação à nós.
Mesmo parecendo que já vivemos
o que tínhamos para viver,
não.
Sim.
Fico mais calma
com a certeza do seu amor.
Volto a gozar aos pouquinhos.
Agora mais forte de mim mesma.
Estou aqui e se eu cair do cavalo de novo
a culpa será minha,
porque estou confiando na sua proposta,
que é mais solta que qualquer coisa que voe.
É uma folha em branco
no meio de uma ventania.
Talvez isto seja amor.
E antes eu não sabia.
Mas eu também tenho uma proposta
e ela também voa solta no céu,
será que você consegue
ser flexível a ponto de subir neste tapete voador comigo?
Talvez isto seja amor,
E antes você não sabia.
E agora não sabemos.
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domingo, julho 26, 2015
e o Neruda?
Cruzando a cordilheira
me embeveci de neve e
as escorregas entre as frestas
de rocha que separavam
o profundo de uma vala
no branco de outra...
Quantas pessoas se perderam
entre seus vales?
Como faz pra atravessar um acidentes destes?
Como foi a tremida da Terra
pra você nascer?
Penso em você
e o quanto me perdi em seu corpo,
lembro de uma volta de moto,
eu agarrando a sua cintura já cheia
e você com um medo e uma retidão
que não te permitia gozar.
Como faz para cruzar um acidente ,
um acidente destes?
encarar de frente o que é preciso subir e descer,
subir e descer
e perfurar
e desanuviar
e esquiar em zig zag,
fluindo em pruno prana.
E de repente o branco inteiro,
de um lírio perfumado que você me envia
e que eu recebo ainda incrédula
Chegamos então à palavra
que faltava
Onde ela fica nestas montanhas?
Crer
Acreditar
Acreditar na fantasia
De um amor com fim
E a pedra crua
marrom escura
A realidade acima de 0º
Os campos em que àrvores não cresceram ou morreram
Pinheiros secos e aviões cinzas
A bancada agrícola que domina o planalto
E os juízes democráticos
que apóiam as populações ribeirinhas
As ditaduras na América Latina
O efeito orloff em nós.
Crer, é preciso crer
para se manter vivo,
Mesmo que a paisagem seja triste
ou simplesmente esta.
me embeveci de neve e
as escorregas entre as frestas
de rocha que separavam
o profundo de uma vala
no branco de outra...
Quantas pessoas se perderam
entre seus vales?
Como faz pra atravessar um acidentes destes?
Como foi a tremida da Terra
pra você nascer?
Penso em você
e o quanto me perdi em seu corpo,
lembro de uma volta de moto,
eu agarrando a sua cintura já cheia
e você com um medo e uma retidão
que não te permitia gozar.
Como faz para cruzar um acidente ,
um acidente destes?
encarar de frente o que é preciso subir e descer,
subir e descer
e perfurar
e desanuviar
e esquiar em zig zag,
fluindo em pruno prana.
E de repente o branco inteiro,
de um lírio perfumado que você me envia
e que eu recebo ainda incrédula
Chegamos então à palavra
que faltava
Onde ela fica nestas montanhas?
Crer
Acreditar
Acreditar na fantasia
De um amor com fim
E a pedra crua
marrom escura
A realidade acima de 0º
Os campos em que àrvores não cresceram ou morreram
Pinheiros secos e aviões cinzas
A bancada agrícola que domina o planalto
E os juízes democráticos
que apóiam as populações ribeirinhas
As ditaduras na América Latina
O efeito orloff em nós.
Crer, é preciso crer
para se manter vivo,
Mesmo que a paisagem seja triste
ou simplesmente esta.
quarta-feira, julho 22, 2015
Parece que eu posso falar isto
E eis que a vida surpreende
E o coração leva o cérebro.
E eis que você surge lá dos confins de Minas Gerais
Inventa o telégrafo
Manda uma mensagem
E age com a coragem de um cowboy
Agora sim vejo o herói crescendo
Agora sim percebo algo
Mas fui pega de surpresa,confesso
E meu coração já não chora mais.
Obrigada.
Que não seja uma tentativa
E sim uma certeza.
Que seja sempre sim.
E que não tenhamos medo
Porque o medo é o contrário do amor.
O agora é realmente poderoso.
Estou voando.
Acho que estou feliz.
Saudade de você.
Parece que posso falar isto.
E o coração leva o cérebro.
E eis que você surge lá dos confins de Minas Gerais
Inventa o telégrafo
Manda uma mensagem
E age com a coragem de um cowboy
Agora sim vejo o herói crescendo
Agora sim percebo algo
Mas fui pega de surpresa,confesso
E meu coração já não chora mais.
Obrigada.
Que não seja uma tentativa
E sim uma certeza.
Que seja sempre sim.
E que não tenhamos medo
Porque o medo é o contrário do amor.
O agora é realmente poderoso.
Estou voando.
Acho que estou feliz.
Saudade de você.
Parece que posso falar isto.
sexta-feira, julho 10, 2015
rolhas queimadas marcando a testa em que jogo mesmo?
As rolhas das garrafas bebidas
As rolhas que bebemos
Rolhas compartilhadas
Alegres
embriagadas
vivas
mortas
As rolhas entupindo
colecionadas em vidro
aquelas palavras não ditas
e o amor que virou culpa.
pra que remédios se podemos transformar nosso cérebro com palavras?
que coisa linda isto que eu ouvi hoje...
e você que me fez poesia com tanta facilidade
depois me privou do seu melhor
por tortura voluntária
não precisa se culpar por não me amar
odeio culpa
comigo só palavras de amor
momento presente
e rolhas de garrafas bebidas juntos
Vão pro lixo estas pequenas camurças se nossa filha aceitar
porque para ela são objetos animados que fazem parte de um universo próprio...
Vou sugerir uma história drástica:
Vão todas morrer porque um avião bateu no vidro onde elas estão.
...e outras nascerão vindas do sul da California
ou da Argentina,
porque estavam em promoção.
E beberemos com quem quiser beber
junto
des enrolhando
nem bebo mais
tanto assim...
As rolhas que bebemos
Rolhas compartilhadas
Alegres
embriagadas
vivas
mortas
As rolhas entupindo
colecionadas em vidro
aquelas palavras não ditas
e o amor que virou culpa.
pra que remédios se podemos transformar nosso cérebro com palavras?
que coisa linda isto que eu ouvi hoje...
e você que me fez poesia com tanta facilidade
depois me privou do seu melhor
por tortura voluntária
não precisa se culpar por não me amar
odeio culpa
comigo só palavras de amor
momento presente
e rolhas de garrafas bebidas juntos
Vão pro lixo estas pequenas camurças se nossa filha aceitar
porque para ela são objetos animados que fazem parte de um universo próprio...
Vou sugerir uma história drástica:
Vão todas morrer porque um avião bateu no vidro onde elas estão.
...e outras nascerão vindas do sul da California
ou da Argentina,
porque estavam em promoção.
E beberemos com quem quiser beber
junto
des enrolhando
nem bebo mais
tanto assim...
quinta-feira, julho 09, 2015
Cérebro
Descobri que eu
que eu não existo
que eu sou comandada por uma coisa chamada cérebro
e o meu
é muito estranho
este agente provocador de decisões
me confunde a cada escolha
a cada ordem que me dá
meu cérebro é um ser muito amigo do meu coração
e que se identifica muito com meus joelhos em aparência
e que tem uma conexão muito forte com alguma glândula perto da minha virilha esquerda
o meu cérebro está no meu corpo
esta sou eu?
eu sou através da linguagem
eu sou através da impressão do outro
eu sou?
você é?
existe isto?
não, existem cérebros que estão em corpos e atuam em corpos.
existe alma?
existe cérebro que irradia informações pro resto do corpo
que podem ser sensações
que podem irradiar energias
eu sou algo passível de auto-conhecimento?
bom,existem mistérios sendo estudados
eu estou entre eles
você e todos nós
o cérebro humano é um mistério
cérebros são sozinhos?
cérebros entram em parafuso?
cérebros se auto-sabotam?
cérebros desejam?
cérebros ficam tristes?
fasciaterapia neles!
visão holística neles!
Tudo bem, compreendo, nervos ligados onde?
Cérebro.
Tesão está onde?
Cérebro.
O amor está onde?
Cérebro.
Coitadinho do coração...saiu completamente de moda...
Acho que vou ensinar minha filha a desenhar cérebro.
que eu não existo
que eu sou comandada por uma coisa chamada cérebro
e o meu
é muito estranho
este agente provocador de decisões
me confunde a cada escolha
a cada ordem que me dá
meu cérebro é um ser muito amigo do meu coração
e que se identifica muito com meus joelhos em aparência
e que tem uma conexão muito forte com alguma glândula perto da minha virilha esquerda
o meu cérebro está no meu corpo
esta sou eu?
eu sou através da linguagem
eu sou através da impressão do outro
eu sou?
você é?
existe isto?
não, existem cérebros que estão em corpos e atuam em corpos.
existe alma?
existe cérebro que irradia informações pro resto do corpo
que podem ser sensações
que podem irradiar energias
eu sou algo passível de auto-conhecimento?
bom,existem mistérios sendo estudados
eu estou entre eles
você e todos nós
o cérebro humano é um mistério
cérebros são sozinhos?
cérebros entram em parafuso?
cérebros se auto-sabotam?
cérebros desejam?
cérebros ficam tristes?
fasciaterapia neles!
visão holística neles!
Tudo bem, compreendo, nervos ligados onde?
Cérebro.
Tesão está onde?
Cérebro.
O amor está onde?
Cérebro.
Coitadinho do coração...saiu completamente de moda...
Acho que vou ensinar minha filha a desenhar cérebro.
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sábado, julho 04, 2015
Não há o que
não saber o que fazer
não saber o que falar
a tristeza do branco
onde não há o que ser dito
onde não há cor para ser pintada
nem uma letra na tecla escolhida
sem lógica
sem volta
sem física
sem força
e a lágrima é fabricada em que parte do cérebro?
que fenômeno é este?
não saber o que falar
a tristeza do branco
onde não há o que ser dito
onde não há cor para ser pintada
nem uma letra na tecla escolhida
sem lógica
sem volta
sem física
sem força
e a lágrima é fabricada em que parte do cérebro?
que fenômeno é este?
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não ter o que dizer,
sem força
diversidade humana
felicidade na alegria de viver das pessoas independente do que se passa na vida delas
bonito ver esta força diária
e no dia seguinte
a ressaca
é fácil cair
e não se conformar
e deixar a cabeça e o coração doer
felicidade na alegria de viver das pessoas independente do que se passa na vida delas
bonito ver esta força diária
e no dia seguinte
a ressaca
é fácil cair
e não se conformar
e deixar a cabeça e o coração doer
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ser humano
quinta-feira, julho 02, 2015
summertime
and we've made it
after 52 emails
we were riding bikes through central park
floating under the big blue whale
comparing the nails of the dinosaurs with ours
being showered by falling stars
cracking up of strange fishes with big balls assholes mixed with mouths
reading books rolling the grass
watching white skies
and pink light veils in indian third eyes
eating truffled cheese with eggs
big organic berries
yellow lemonades
and
being happy
with the kids
in a 47 year old birthday
in NY
after 52 emails
we were riding bikes through central park
floating under the big blue whale
comparing the nails of the dinosaurs with ours
being showered by falling stars
cracking up of strange fishes with big balls assholes mixed with mouths
reading books rolling the grass
watching white skies
and pink light veils in indian third eyes
eating truffled cheese with eggs
big organic berries
yellow lemonades
and
being happy
with the kids
in a 47 year old birthday
in NY
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segunda-feira, junho 29, 2015
"Eu queria morar em São Paulo..."
E de repente um choro desesperado
" eu quero ir hoje para Nova Iorque!"
E se jogava no chão
" e a gente vai hoje!"
" a gente vai hoje!"
Chorando muito
" a gente vai hoje, né?"
e chora
"eu queria ser irmã das minhas primas para acordar com elas todos os dias..."
e chora mais
" a gente vai hoje para NY, vai?
e vai acalmando
"Vai?"
"Vai, mãe?"
"a gente vai hoje para NY?"
Chorando
- Vai ( pra ver se ela parava )
"ÊE!!"
pulos de alegria
"Tem que ser hoje!"
e volta a chorar
"as amigas das minhas primas moram em SP e quase sempre ficam com elas e eu não"
"e eu sou da família delas..."
choro choro choro
"e a gente vai pra Nova Iorque hoje, vai, vai...?"
"Vai mãe?"
-Vamos,filha,como? Na sua bicicleta e eu correndo do lado?
-Não,de carro.
....
" eu quero ir hoje para Nova Iorque!"
E se jogava no chão
" e a gente vai hoje!"
" a gente vai hoje!"
Chorando muito
" a gente vai hoje, né?"
e chora
"eu queria ser irmã das minhas primas para acordar com elas todos os dias..."
e chora mais
" a gente vai hoje para NY, vai?
e vai acalmando
"Vai?"
"Vai, mãe?"
"a gente vai hoje para NY?"
Chorando
- Vai ( pra ver se ela parava )
"ÊE!!"
pulos de alegria
"Tem que ser hoje!"
e volta a chorar
"as amigas das minhas primas moram em SP e quase sempre ficam com elas e eu não"
"e eu sou da família delas..."
choro choro choro
"e a gente vai pra Nova Iorque hoje, vai, vai...?"
"Vai mãe?"
-Vamos,filha,como? Na sua bicicleta e eu correndo do lado?
-Não,de carro.
....
sábado, junho 27, 2015
em busca de aventuras que maltratam
tudo começou com uma cantada
e foi virando uma grande diversão
uma aventura
uma possibilidade
a foto escondia os defeitos
ele parecia até bonito
não sei exatamente se segui meus instintos
ou se a vontade era mostrar para o ex que agora eu tinha um melhor que ele
( ou se eu estava apenas a fim de me maltratar um pouco )
músico
cineasta
alto
moreno
sensível
louco por mim
em algum momento minha pressão baixou
eu fiquei pálida
e quase desmaiei
o corpo fala
nem sempre a gente ouve
e lá fui eu animada
tirando fotos de como eu estava aqui e ali
escolhendo roupas,faltando compromissos,pirada na idéia
fui pra barra
com medo de morrer
dei meu paradeiro para algumas amigas
e me abri
e fui recebida como rainha
sobre um pedestal de alturas inimagináveis
eu estava lá no alto
bem alto
e as fantasias foram rolando soltas
as palavras saíam da boca dele de forma estranha para mim,
mas eu tava topando o jogo
perigoso
dele
tentei brincar com as palavras também
e aí
fui julgada
e expulsa
do tribunal
do apartamento
descendo do pedestal sem ajuda da mão dele
que não mais saía do celular
a feiúra da pessoa apareceu
o preconceito se revelou
a intolerância reinou
no dia seguinte
tentativas de poesia ruim em rede social
e muita grosseria
e acusações indiretas
mensagens levianas
e certa falta de drama diante da situação
a punição
aquilo me fez um mal terrível
talvez eu tenha conseguido o que estava buscando
me maltratar
uma arrogância enorme
uma auto-vitimização maior ainda
um olhar de quem só se vê
e a bloqueada por não suportar nada que seja diferente do seu mundo
Não estamos bem, humanidade, pensei.
E passei mal.
Foi horrível mais uma vez.
e foi virando uma grande diversão
uma aventura
uma possibilidade
a foto escondia os defeitos
ele parecia até bonito
não sei exatamente se segui meus instintos
ou se a vontade era mostrar para o ex que agora eu tinha um melhor que ele
( ou se eu estava apenas a fim de me maltratar um pouco )
músico
cineasta
alto
moreno
sensível
louco por mim
em algum momento minha pressão baixou
eu fiquei pálida
e quase desmaiei
o corpo fala
nem sempre a gente ouve
e lá fui eu animada
tirando fotos de como eu estava aqui e ali
escolhendo roupas,faltando compromissos,pirada na idéia
fui pra barra
com medo de morrer
dei meu paradeiro para algumas amigas
e me abri
e fui recebida como rainha
sobre um pedestal de alturas inimagináveis
eu estava lá no alto
bem alto
e as fantasias foram rolando soltas
as palavras saíam da boca dele de forma estranha para mim,
mas eu tava topando o jogo
perigoso
dele
tentei brincar com as palavras também
e aí
fui julgada
e expulsa
do tribunal
do apartamento
descendo do pedestal sem ajuda da mão dele
que não mais saía do celular
a feiúra da pessoa apareceu
o preconceito se revelou
a intolerância reinou
no dia seguinte
tentativas de poesia ruim em rede social
e muita grosseria
e acusações indiretas
mensagens levianas
e certa falta de drama diante da situação
a punição
aquilo me fez um mal terrível
talvez eu tenha conseguido o que estava buscando
me maltratar
uma arrogância enorme
uma auto-vitimização maior ainda
um olhar de quem só se vê
e a bloqueada por não suportar nada que seja diferente do seu mundo
Não estamos bem, humanidade, pensei.
E passei mal.
Foi horrível mais uma vez.
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roubada,
tristeza
sexta-feira, junho 26, 2015
Touro
Fechar os olhos e se guiar pela abundância
Abundância de alegria e saúde na vida
Ter gratidão por tudo que há
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Deixar passar
Abundância de alegria e saúde na vida
Ter gratidão por tudo que há
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abundância,
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quarta-feira, junho 24, 2015
Desde os tempos da Judéia
ô, cara de moeda,
você que é dono dela
e a ela busca
seja feliz com seus antolhos
me vendo apenas na ceratocone
do seu ponto de vista
meu campo visual
mesmo com glaucoma
vai sendo cuidado aos colírios
e vou aprendendo que outras moedas valem
além das financeiras
que começaram
nos tempos da Judéia
"Dai a César o que é de César, a Deus o que é de Deus e a mim o que é meu".
Foi a frase de Jesus.
Ela veio a mim hoje como uma piada.
Eu queria não ter raiva
Mas odeio preconceito
E odeio quem me julga
pelo que tenho e não pelo que sou.
Você teve a oportunidade de me conhecer,
mas preferiu pensar em mim
como um clichê.
Já não sinto tristeza,
nem saudade.
Me sinto injustiçada na pele e no coração.
No início você me amou pelo que sou.
Depois só inventou e se afastou.
Não fui eu quem te julguei.
Viver neste país é assim mesmo.
Aqui nascemos.
É maior que a gente.
Amor ou Roma
não importa mais.
Jesus ou Maria
tampouco.
Sou feita de carne e osso,
espírito e ética
e a vida é breve.
Vá em paz e que as tuas paranóias te acompanhem.
Nasci para ser feliz e serei.
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Maria,
moeda,
paranóias,
preconceito,
Roma
segunda-feira, junho 22, 2015
Roma anagrama de Amor
BEL RECITA UMA POESIA
Então, hoje é domingo, vamos ver um filme?
Ele queria ver "gente morrendo".
"Gente morrendo", ele repetia...
e eu pensava na frase do Nelson Rodrigues que dizia que é no palco que temos que ver assassinatos e putarias para satisfazer nossos instintos mais selvagens...
E tinha lido no jornal a frase do Anibal, que se matou com um veneno que carregava em seu anel, deixando uma carta assim:
"Finalmente livrarei os romanos da minha ansiedade"
E eu ansiosa.
Quer dizer, quem não tem acesso à indústria farmacêutica contemporânea
ou à algum tipo de arte catártica sai por aí extravazando os instintos mais selvagens como?
Ligamos o filme.
E foi me dando o mesmo desejo que ele...ver "gente morrendo"...
De repente me senti como se estivesse vendo um musical.
Sabe um musical onde as cenas são só passagens entre uma música coreografada e outra.
Pois, eu estava assim, querendo que as cenas de papinho passassem rápido para ver mais " gente morrendo"...
E aquilo me deu uma fome louca
e eu gritava e me encolhia...
Nossa!Foi catártico...
Que loucura é esta, meu Deus?
E ele fala que é louco pela história de Roma...
Pelas matanças
Pelas estratégias de Guerra
Me explicou a estratégia do cartaginês
Anibal ganhou dos romanos que tinham um exército de 83 mil homens,matando todos eles
e ele tinha aproximadamente a metade de homens apenas.
ele deixou que os romanos avançassem
e os cercou por todos os lados...
A frase: "Anibal nos portões" ainda é usada na educação das crianças na Itália...
Quem já foi imperador sabe.
Até tu, Brutus?
Quem já foi imperador tem medo de ser traído por seu maior amor.
Eu não sei quem sou nesta história,mas
Roma me dominou e eu morri.
Cercada por todos os lados.
O anagrama de Roma é Amor. O Amor me matou e meu império foi todo dominado.
Mas "livrarei os romanos da minha ansiedade",
tomando ansiolíticos e esquecendo a tal lenda do anel.
Fechem os portões.
A cidade antes aberta agora está em chamas.
Voltarei à Grécia como escrava de um poeta carioca.
Escravas na Grécia não são mulheres
São objetos
Objetos não amam
Dentro de mim apenas uma negra que sabe sambar para levar a vida.
Deixarei de lado as invasões norte-americanas ao meu subconsciente
A fixação no tal anel...
A idéia de amor romântica dos filmes holywoodianos dos anos 50...
O casamento...
Querer crescer os peitos com leite romano...
Ter pequenos imperadores em casa...
Eu poderia me matar por um anel de casamento e deixar uma carta dizendo:
“ finalmente livrarei os amores da minha ansiedade”
ou
sobreviver comendo migalhas de tapioca e ficar feliz em ter uma filha de nome Manu
Nós somos apenas nobres plebéias cercadas de afeto por todos os lados.
E noutra vida fui enfermeira de guerra.
Adoro cuidar dos outros
Só preciso aprender a cuidar mais de mim
e cuidar de mim significa cuidar da minha filha também
e criar.
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imperadores,
Julio Cesar,
leite,
plebéias,
professora,
Roma
O contrário do amor não é o ódio
pra dizer a diferença entre sofrer e ser feliz
é preciso pensar primeiro nas condições de vida para depois partir para a questão
e aí vem o ego
e a procrastinação
ok
acabou chorare então
sou feliz e pronto
ao trabalho
à dança
à música
às escritas
aos encontros
às tentativas de encontros
por que então estas lágrimas escorrem com mais fluidez que a minha libido?
o contrário do amor é o medo
e sim exatamente
simples assim
nunca mais quero sentir nem um nem outro
é preciso pensar primeiro nas condições de vida para depois partir para a questão
e aí vem o ego
e a procrastinação
ok
acabou chorare então
sou feliz e pronto
ao trabalho
à dança
à música
às escritas
aos encontros
às tentativas de encontros
por que então estas lágrimas escorrem com mais fluidez que a minha libido?
o contrário do amor é o medo
e sim exatamente
simples assim
nunca mais quero sentir nem um nem outro
terça-feira, junho 16, 2015
"Eu tô virando uma monge,né?"
E tudo parece um teatro.
Desde o bolinho Bauducco que se come à atividade que se exerce.
Que vida é esta?
O tempo todo inventando...
Que sorte e por outro lado que fé que se tem que ter.
É uma questão de espiritualidade mesmo.
Engraçado porque tenho uma amiga intelectual que nem gosta deste papo de espiritualidade.
Ela tem sempre algo lindo a dizer ou a citar.
Realmente são tantos livros,tantas idéias já escritas...
... e esta enorme dificuldade contemporânea de se escutar, de estudar,de ver,com tempo alargado.
Quanto tempo a gente perde para chegar ao estado do tempo alargado?
Será que é um problema geracional?
Será que é a falta do deadline?
Talvez...
Tudo é teatro.
Tudo é inventado.
Então,mãos à obra, mulher, que o tempo tá passando.
Hoje eu li uma coisa sobre estar sozinha.
Era sobre ficar bem sem esperar que ninguém apareça.
Sensação boa esta de não esperar que ninguém apareça.
Mas sensação boa mesmo é a expectativa de fazer alguma besteira.
De ser moleca, de ser garota marota ( rs ), de esperar pela festa, de planejar surpresas secretas que envolvem outras pessoas queridas...Ah... como é bom trocar! E a vida é tão curta!...
Este negócio de ficar sozinha, numa boa, sem expectativa é oriental mesmo...
Tô fazendo o maior esforço.
Mantras, incensos,respirações,concentração,idéias,escritório,livros... mas o déficit de atenção fala mais alto e eu vou ficando numa ansiedade louca e começo a não saber quantos cafés eu já tomei e se ligo pro professor de piano me ensinar a tocar aquela música e se mando uma mensagem para alguém ou se fumo um cigarro ou se tomo alguma coisa ou se chupo 4 balas, ou se escrevo compulsivamente, ou se saio daqui, ou se vou brincar, me jogar, esquecer, não, não, NÃO, eu preciso trabalhar, eu preciso de disciplina, onde foi parar aquela CDF que eu era?! Onde foi parar minha capacidade de realização? Sou chefe de mim mesma e preciso me dar ordens e preciso honrar com meus compromissos e me manter radicalmente inteligente,produtiva,linda e afetuosa, AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!
Desde o bolinho Bauducco que se come à atividade que se exerce.
Que vida é esta?
O tempo todo inventando...
Que sorte e por outro lado que fé que se tem que ter.
É uma questão de espiritualidade mesmo.
Engraçado porque tenho uma amiga intelectual que nem gosta deste papo de espiritualidade.
Ela tem sempre algo lindo a dizer ou a citar.
Realmente são tantos livros,tantas idéias já escritas...
... e esta enorme dificuldade contemporânea de se escutar, de estudar,de ver,com tempo alargado.
Quanto tempo a gente perde para chegar ao estado do tempo alargado?
Será que é um problema geracional?
Será que é a falta do deadline?
Talvez...
Tudo é teatro.
Tudo é inventado.
Então,mãos à obra, mulher, que o tempo tá passando.
Hoje eu li uma coisa sobre estar sozinha.
Era sobre ficar bem sem esperar que ninguém apareça.
Sensação boa esta de não esperar que ninguém apareça.
Mas sensação boa mesmo é a expectativa de fazer alguma besteira.
De ser moleca, de ser garota marota ( rs ), de esperar pela festa, de planejar surpresas secretas que envolvem outras pessoas queridas...Ah... como é bom trocar! E a vida é tão curta!...
Este negócio de ficar sozinha, numa boa, sem expectativa é oriental mesmo...
Tô fazendo o maior esforço.
Mantras, incensos,respirações,concentração,idéias,escritório,livros... mas o déficit de atenção fala mais alto e eu vou ficando numa ansiedade louca e começo a não saber quantos cafés eu já tomei e se ligo pro professor de piano me ensinar a tocar aquela música e se mando uma mensagem para alguém ou se fumo um cigarro ou se tomo alguma coisa ou se chupo 4 balas, ou se escrevo compulsivamente, ou se saio daqui, ou se vou brincar, me jogar, esquecer, não, não, NÃO, eu preciso trabalhar, eu preciso de disciplina, onde foi parar aquela CDF que eu era?! Onde foi parar minha capacidade de realização? Sou chefe de mim mesma e preciso me dar ordens e preciso honrar com meus compromissos e me manter radicalmente inteligente,produtiva,linda e afetuosa, AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!
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