Friday, December 01, 2017

Fantasia de Brilho

Se minha fantasia fosse esquecer quem sou;
sair com peito 
vento vestido
nos brilhos da existência
sem nada querer,
a não ser 
Amor
pra tudo.

Se minha rainha evocada 
por Deus
serena
passasse a dor
e revestisse
o torpor 
em paetê
no mundo.

Se o bumbo do tambor 
fizesse meu coração 
bater
centenas de anos
flautas fulanos 
nas gramas de cheiro 
verde chuva.

Se a lama que me afunda 
plataforma 
fosse 
de sal grosso
Rosa
Se o banho de prata
um flutuar de coração
sem rumo
subindo subindo
em oxigênio uníssono
uno.

Um Brasil assim
sertão cidades 
de pureza alegre 
de gentileza entregue
e cafunés sem fim.
E o estupor 
fizesse bramir carne viva
sorrir as vacas
sem medo de mim.
E no ouro
mulheres homens livres intuitivos
dançassem no desejo de não ser
só mente,
os pesadelos arrogantes
apagados de rompante
abrindo
na volta pra mesa
as gravatas
e nos olhos 
pirlimpimpim 
de risos arbórios 
e molhos
às doces democráticas utópicas de todos

bravatas.

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