Thursday, May 18, 2006

políticus chatus

Hoje , fiquei pensando uma coisa, ao ver um espetáculo, que me disseram que era peça e era dança , na verdade e , na verdade mesmo não era nada além da pretensão de ser alguma coisa muito inteligente e descontextualizada, porque um espanhol chegou em terras brasileiras cariocas, assim como fez em outros lugares pelo mundo, e resolveu fazer um espetáculo político sobre as impressões dele. Um homus politicus, um corpo que ele até conseguiu que fosse político, porque o corpo de Denise Stutz e André Masseno são pra lá de profissionais e sabem o que fazem, então , lá no meio , têm movimentações incríveis destes dois intérpretes, que tem dezenas de anos de carreira pelas costas e muito know how sobre o que fazem, mas, Gui, que é filho de Denise , já é mais cru, e apesar de ter um corpo disposto, me parece mais querendo parecer, do que sendo exatamente... mas, é bonito pensar que do corpo dela , veio o dele e tal e coisa... porque afinal de contas eles ficam pelados a maior parte do tempo. Desculpem leitores, mesmo os poucos, estou me sentindo barbarizando hoje, mas, achei tão chato o espetáculo, fiquei tão entediada... e aí pensava no Caetano falando " vocês não tão entendendo nada! ", porque eu pensava, "Vai ver que não estou entendendo nada " e aí eu tentava entender e aí continuava chato e... tudo bem, político... e eu tenho preconceito com política, assim como todo brasileiro, eu tenho preconceito por razões particulares, além das razões óbvias de traumas de cidadania que todo brasileiro tem... falando em política, eu procuro pensar nos políticos honestos, focar neles e gosto de cagar pros filhas da puta, o que nem sempre é o que se tende a fazer... fiquei pensando que esta é a melhor forma de se pensar nos políticos hoje em dia... em vez de dar ênfase aos que não sabem fazer direito, dar ênfase aos que , pelo menos, tentam... mas, anyway, vamos ao que sentei aqui pra escrever:
dança conceitual, se é pra ser feita, não deveria ser na caixa preta, porque é muito ruim ficar olhando , sem ter, não digo a liberdade, porque esta a gente tem em qualquer espetáculo, mas, a cara de pau de comer, beber alguma coisa, ou simplesmente sair, ou simplesmente... Ah! quem vem com este papo de " Tudo é perimitido" se esquece que o ser humano já sabe as regras do jogo, e joga ele conforme quer... pra que explicitar o que pode e o que não pode? Não ajuda em nada...
Bom, conceito pra mim... lição de moral pra mim.... tem que ser de um jeito descontraído , no mínimo, porque senão vira arrogância e tédio... eu odiei o que vi esta noite... não pelos intérpretes, que são maravilhosos... principalmente Dê e André - acho que foi a primeira vez que vi Gui em cena e acho que ele foi mal dirigido - , mas, pelo diretor que não estou aqui com o nome agora, mas, se encontrar... escrevo.
Perdão, minha gente, sou cada vez mais a favor de arte entretenimento, que por mais que queira ser política, que seja com humor, que saiba divertir o espectador, e não só encher o saco. Abaixo o aluguel no teatro! Pelo menos permita que o sujeito chegue a hora que bem entender e saia a hora que bem entender, que o sujeito coma, beba, comente com o amigo... Se quer fazer, faça looping, vire performance e pare de pensar que está fazendo algo novo.
Eu, talvez, não entendido nada, vejam bem. Eu, e meia torcida do flamengo.
E perdão, Denise... eu chorei e gostei de " Dois filhos de Francisco ", se é que você me entende...

1 comment:

  1. Dani !!
    gostei do teu texto e queria conversar de novo contigo sobre o espetáculo da Dani Lima, que assisti óntem (pela metade, confesso, pois não consegui ficar até o final), retomando auqele nosso papo, um tanto embreagado, no aniversário de Cel. Não sei se da pra ser aqui... sou novata no mundo dos blogs.
    Na minha opinião o teu texto se encaixa perfeitamente ao trabalho da Dani: política sem estética, ou uma estética muito pobre, sem trabalho, e aliás, uma política também um tanto tosca...
    Sei lá, mas pra mim arte não tem nada a ver com isso, não me interessa saber da neurose dos outros (gay, judia, anã), eu gasto muita grana com análise... espero que os outros façam o mesmo, ou tracem suas estratégias para ter algo mais interessante e complexo para expor num espetáculo! Espero ver mais sutileza, se o assunto é identidade - que inclusive acho chatíssimo– e não uma percepção grosseira de que a identidade é dada por rótulos e memórias. Eu odeio memória e odeio rótulo. Aonde estão as pequenas percepções????
    Não sou burra, nåo quero ter aula sobre dança contemporanea quando assisto um trabalho. Não preciso que ninguém me explique que o centro do palco não é mais importante, aliás, acho que ninguém precisa!
    E também já cansei dessa palhaçada de satirizar o balé clássico, pera lá, vamos mudar de assunto... que coisa mais indelicada com nosso passado...
    Chega, estou me empolgando. Vamos conversar depois?
    Beijos
    Alice

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